TDAH em adultos: sintomas, diagnóstico e tratamento

Você já se perguntou por que algumas crianças parecem não conseguir ficar quietas, perdem objetos o tempo todo ou simplesmente não conseguem terminar o que começam por mais que se esforcem? Em muitos casos isso pode estar relacionado ao TDAH, o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. O TDAH é um dos transtornos mais comuns da infância e da adolescência, mas ainda é cercado de mitos e mal-entendidos. Neste texto, vou explicar de forma clara o que ele é, como se manifesta e quais são as opções de tratamento disponíveis hoje.

Autismo: o que é, sinais de atenção

Você já reparou como algumas pessoas parecem perceber o mundo de uma forma diferente? Como se certos sons fossem mais intensos, as regras sociais menos intuitivas e algumas rotinas fossem essenciais para que o dia funcione bem? Isso pode estar relacionado ao Transtorno do Espectro Autista e compreendê-lo melhor faz diferença não só para quem vive com essa condição, mas para toda a sociedade.

Depressão e GLP-1: o que a ciência diz sobre a relação com inflamação

Pessoas com transtornos mentais graves — como depressão recorrente, transtorno bipolar e esquizofrenia — vivem, em média, de 5 a 25 anos a menos do que a população geral. Esse tempo menor de vida está associado, sobretudo, a um risco aumentado de doenças cardiovasculares, metabólicas e sistêmicas. Apesar de décadas de avanços em psicofarmacologia, esse desfecho pouco se modificou ao longo do tempo.Os agonistas de GLP-1 não são, até o momento, indicados como tratamento primário para transtornos mentais, mas representam uma nova fronteira de investigação, que pode ampliar a compreensão da biologia da depressão e de outros transtornos psiquiátricos. Se estudos futuros confirmarem esses achados, estaremos diante de uma possível expansão do modelo atual de tratamento, integrando metabolismo, inflamação...

Ubuntu e saúde mental: “eu sou porque nós somos”

E quando falamos de saúde — especialmente saúde mental — essa filosofia se torna ainda mais urgente. O modelo médico tradicional trata o sofrimento como algo estritamente individual: seu problema, sua responsabilidade, sua "falha". Mas Ubuntu nos ensina algo diferente: ninguém adoece sozinho, e ninguém se cura sozinho. O sofrimento é relacional. Nascemos de contextos, somos moldados por relações, adoecemos em sistemas. E a cura verdadeira acontece quando há encontro, quando há presença, quando alguém genuinamente diz: "Eu te vejo. Você não está sozinho."

O fim das grandes carreiras: o que está mudando em Medicina, Direito e Engenharia

O fim das grandes carreiras: o que está mudando em Medicina, Direito e Engenharia Prefere vídeo? Veja ou ouça pelo YouTube clicando aqui. Durante séculos, engenharia, direito e medicina foram os três grandes pilares das carreiras de prestígio. Não eram apenas profissões — eram símbolos de status, segurança financeira e reconhecimento social. Representavam o caminho mais sólido para ascensão individual e familiar. Esse foi o Rise: cursos seletivos, formação rigorosa, carreiras robustas e promissoras que garantiam não apenas renda, mas respeito. A promessa era simples e poderosa: forme-se em uma dessas áreas e você terá um futuro garantido. Com o tempo, porém, cada uma dessas áreas começou a enfrentar a sua queda. Engenharia viveu sua expansão massiva primeiro. No...

Saúde e espiritualidade: o que a ciência diz sobre essa relação

Saúde e espiritualidade: o que a ciência diz sobre essa relação O primeiro fórum da comissão de saúde e espiritualidade do Conselho Federal de Medicina – CFM teve como tema central a construção da diretriz clínica para a integração da espiritualidade à prática clínica. A comissão de saúde e espiritualidade é formada por médicos e pesquisadores e conta com o apoio de sociedades de especialidades como a Associação Brasileira de Psiquiatria e a Sociedade Brasileira de Cardiologia. O objetivo do fórum é discutir a relação da espiritualidade com a saúde na prática clínica e construir uma diretriz clínica para que os médicos possam abordar essa questão de forma ética e com base em evidências científicas. Muitos pacientes são religiosos...

Tratamento psiquiátrico: o que ninguém te conta antes de começar

Tratamento psiquiátrico: o que ninguém te conta antes de começar As armadilhas do tratamento psiquiátrico (e como evitá-las) Este guia nasceu de mais de 10 anos acompanhando as mesmas dúvidas, os mesmos medos e, principalmente, os mesmos mal-entendidos se repetindo. Percebi que muitas pessoas acabavam prejudicando seu próprio tratamento por falta de informação básica. Vi famílias que, mesmo com as melhores intenções, acabavam dificultando a recuperação de quem mais amavam. Vi pacientes desistirem de tratamentos que estavam dando certo porque tinham expectativas que não correspondiam à realidade. Decidi criar o guia que eu gostaria que cada paciente pudesse ler antes da primeira consulta – um material honesto, direto e acolhedor sobre como navegar o tratamento psiquiátrico evitando os obstáculos...

A medicina do futuro será sistêmica

A medicina do futuro será sistêmica Enquanto a gente discute a crise do SUS e os custos crescentes da saúde suplementar, quase que não falamos o suficiente sobre algo essencial: até que ponto as decisões diárias de um médico impactam todo o sistema de saúde? (E não estou falando de “saúde baseada em valor” e nem de saúde coletiva). Cada atestado, cada prescrição, cada encaminhamento não afeta apenas o paciente diante do médico. Essas escolhas reverberam em famílias, empresas, operadoras, serviços públicos e privados — moldando a forma como a saúde funciona no país. É por isso que a atuação médica precisa ser pensada de forma sistêmica: uma prática que reconhece que o cuidado individual está conectado a consequências...

Minha história e o SUS aos 37 anos

Minha história e o SUS aos 37 anos Setembro traz a lembrança da Lei nº 8.080/1990, que regulamentou o Sistema Único de Saúde. Em 2025, porém, o SUS celebra 37 anos de existência, já que sua origem remonta à Constituição de 1988, quando a saúde foi reconhecida como direito de todos e dever do Estado. Este ano também marca, para mim, 18 anos de convivência com o SUS em uma nova perspectiva — não mais apenas como paciente. Foram seis anos de formação médica, seguidos por três anos de residência em psiquiatria e mais nove anos trabalhando dentro de hospitais e equipamentos do SUS. Cada dia foi uma lição sobre a profundidade do sofrimento mental, sobre a profundidade do...