Burnout: como identificar corretamente

O burnout se tornou uma palavra da moda, usada para descrever qualquer situação de cansaço ou estresse no trabalho. Mas a realidade é que a maioria das pessoas - e até mesmo alguns profissionais - cometem erros graves na identificação dessa condição. O resultado? Diagnósticos incorretos, tratamentos inadequados e a perpetuação de um problema que poderia ser resolvido de forma mais eficaz.

Psiquiatria de intervenção: um mapa honesto das opções quando os antidepressivos não são suficientes

Existe um momento no cuidado de algumas pessoas com depressão em que os caminhos convencionais se esgotam. Dois, três, quatro antidepressivos tentados em doses e durações adequadas — e a resposta simplesmente não vem, ou vem apenas parcialmente. O sofrimento persiste, a funcionalidade está comprometida, e tanto o paciente quanto o médico se veem diante de uma pergunta que precisa de uma resposta mais complexa do que "vamos tentar mais um remédio". É nesse ponto que a psiquiatria intervencionista entra em cena.

Compulsão alimentar tem tratamento: o que a psiquiatria oferece além da força de vontade

Poucas condições em saúde mental carregam mais culpa silenciosa do que o transtorno de compulsão alimentar. Quem vive com ele sabe bem: não é fome. Não é falta de disciplina. Não é algo que se resolve com "comer menos e se mover mais". É um transtorno com base neurobiológica, critérios diagnósticos precisos, e — o que muitas vezes ninguém conta — tratamentos com evidência real. Este texto é sobre isso: o que a psiquiatria tem a oferecer para o tratamento do transtorno de compulsão alimentar (TCA), com honestidade sobre o que funciona, o que é promissor e o que ainda precisa de mais ciência.

Psiquiatria, Direito e Filosofia: autonomia, responsabilidade e capacidade decisória em saúde mental

Pode parecer uma pergunta simples, mas a definição de "transtorno mental" é, ao mesmo tempo, um problema clínico e um problema filosófico de profundidade considerável. A literatura contemporânea descreve duas grandes tradições em tensão. De um lado, o naturalismo, que entende o transtorno mental como uma disfunção biológica objetiva, semelhante a outras doenças do organismo. De outro, o normativismo, que enxerga o transtorno mental como um desvio em relação a valores sociais e culturais sobre o que constitui uma vida funcional ou desejável.

TPM ou Transtorno Disfórico Pré-Menstrual?

Embora sintomas pré-menstruais sejam comuns, existe um grupo de pacientes em que essas manifestações vão além do desconforto esperado e passam a gerar prejuízo real no funcionamento — no trabalho, nas relações e na forma como a pessoa se percebe. É nesse contexto que entra o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM).

Psiquiatra e psicólogo: como trabalham juntos no seu cuidado

Psiquiatra e psicólogo: como trabalham juntos no seu cuidado A dúvida entre procurar um psiquiatra ou um psicólogo é muito comum e faz sentido, porque as duas profissões cuidam da saúde mental mas de formas diferentes e complementares. Entender essa diferença ajuda você a tomar uma decisão mais informada sobre o próprio cuidado. O psiquiatra O psiquiatra é médico tem formação em medicina e especialização em psiquiatria. Por isso, pode realizar diagnóstico clínico de doenças, solicitar exames, prescrever medicamentos e emitir atestados. Na consulta, avalia sintomas físicos e psíquicos, investiga causas orgânicas e conduz o tratamento farmacológico quando necessário. O psicólogo O psicólogo tem formação específica em psicologia e é especialista em comportamento humano, processos mentais e relações. Conduz...

Psiquiatra pode afastar do trabalho na primeira consulta?

Psiquiatra pode afastar do trabalho na primeira consulta? Pode.Mas isso não significa que deva — e, na maioria das vezes, não é a melhor decisão. Entender isso evita frustração para o paciente e dá sustentação real ao cuidado. O que a lei permite (e o que ela exige) Atestado médico é um documento técnico e legal.Psiquiatra pode emitir, sim — não existe proibição de afastar na primeira consulta. O ponto não é “pode ou não pode”.O ponto é: está bem fundamentado? A Resolução CFM nº 2.323/2022 deixa claro que o atestado precisa se apoiar em avaliação clínica adequada, com registro em prontuário e relação de causa e efeito minimamente estabelecida. Não é sobre preencher um documento. É sobre conseguir...

Psicofármacos e prática psicológica: um guia de aplicação prática

Psicofármacos e prática psicológica: um guia de aplicação prática Este conteúdo foi desenvolvido especificamente para profissionais de psicologia e deve ser utilizado exclusivamente para fins educacionais e de aprimoramento profissional. Por que eu acredito que psicólogos precisam entender de psicofármacos? A realidade clínica é que a maioria dos seus pacientes com transtornos mentais moderados a graves estará em uso de medicação psiquiátrica em algum momento do tratamento. Ignorar isso é ignorar uma parte significativa da experiência do paciente. Só que cerca de 50% dos pacientes com transtornos mentais não aderem adequadamente à prescrição.  Muitas vezes, esse paciente não conta ao psiquiatra que está pulando doses ou tomando “quando sente necessidade”. Mas conta a você. Ou demonstra isso indiretamente no...

Como tratar insônia sem remédio: guia de higiene do sono

A higiene do sono é um conjunto de hábitos e práticas que favorecem um sono de qualidade, como manter horários regulares para dormir e acordar, evitar telas antes de deitar, reduzir cafeína e álcool, manter o quarto escuro e fresco, e não ficar na cama acordado por longos períodos. Na medicina do sono, ela é sempre o ponto de partida no tratamento da insônia — antes de qualquer medicamento. Isso porque grande parte dos casos de insônia é perpetuada por comportamentos inadequados e, corrigi-los, frequentemente resolve ou melhora significativamente o problema sem necessidade de intervenção farmacológica

Alcoólicos Anônimos: como funciona e por que ajuda na recuperação

grupos de ajuda mútua como Alcoólicos Anônimos são eficazes na recuperação de transtornos por uso de álcool. Uma revisão sistemática Cochrane de 27 estudos com 10.565 participantes demonstrou que programas de 12 passos (como AA) e intervenções de facilitação de 12 passos produzem resultados superiores em abstinência contínua comparados a outros tratamentos estabelecidos, como terapia cognitivo-comportamental.